o mar do poeta

o mar do poeta

o mar do poeta

o mar do poeta

terça-feira, agosto 28

REFORMADOS DE MACAU DESCONTENTES

Associação defende regime de exceção para isentar pensionistas de Macau de cortes nos subsídios

O presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) disse hoje acreditar na criação de um regime de exceção para isentar os pensionistas residentes no território dos cortes dos subsídios de férias e de Natal.

"O Orçamento de Estado está a ser preparado e é dos mais restritos dos últimos vinte anos em Portugal, mas temos esperança que o governo de Portugal inclua uma cláusula de exceção [para os antigos funcionários públicos residentes em Macau], atendendo às circunstâncias históricas e políticas", disse hoje em conferência de imprensa José Pereira Coutinho, também deputado à Assembleia Legislativa de Macau e Conselheiro das Comunidades Portuguesas.
 
Uma delegação da ATPFM deslocou-se em meados de agosto a Lisboa para reuniões com os secretários de Estado do Orçamento, Luís Morais Sarmento, e das Comunidades Portuguesas, José Cesário, onde foi exposto o assunto, explicou o mesmo responsável.
 
Segundo adiantou Pereira Coutinho, a ATPFM vai aproveitar a visita a Macau do ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, para expor novamente a situação, por ocasião da participação do governante português na primeira edição do Fórum de Economia de Turismo Global, entre 09 e 11 de setembro.
 
O presidente da ATPFM observou que a isenção pedida dos cortes dos subsídios de férias e Natal abrange entre 2.000 a 3.000 antigos funcionários públicos que auferem pensões de reforma com valores compreendidos entre os 600 e 1.100 euros mensais, excluindo as pensões de reforma com valores superiores aos referidos.
 
Entre os argumentos de Pereira Coutinho está a transferência de fundos do Fundo de Pensões de Macau correspondente a 14 meses de vencimento por ocasião da transferência de poderes de Portugal para a China.
 
*********************************************************************************
 
 
 
 
O articulista está plenamente de acordo com o pedido feito pelo Presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau e Presidente do Conselho das Comunidades Portuguesas do círculo eleitoral da China, Japão e Tailândia.
 
*********************************************************************
 
O Ex-funcionários da Província de Macau, nunca foram considerados funcionários do Estado português, mas sim e somente do Território de Macau.
 
Durante as conversações de entrega de Macau à República Popular da China, não ficou assente que os funcionários aposentados continuariam a receber as suas pensões pelo FUNDO DE PENSÕES DE MACAU, pelo que foram forçados a passar as suas pensões para a CGA, que a partir do mês de Dezembro de 1997 a começou a pagar, descontanto X % de IRS.
 
A colonia inglesa de Hong Kong, aquando das conversações sobre a entrega do território para a República Popular da China, ficou assente que os aposentados continuariam a receber as suas pensões na futura RAEKH.
 
O governo português antes pelo contrário, quis assumir essa responsabilidade, mas para tal levou de Macau todo o dinheiro que havia no Fundo de Pensões de Macau.
 
Para além de pagar as reformas aos ex-funcionários do Governo de Macau nada mais ajuda, caso dos serviços de saúde, medicametos e tudo o mais.
 
O custo de vida em Macau é muito elevado, o euro continua a desvalorizar-se e os ex-reformados do governo de Macau estão sentido na pele e nos seus orçamentos estas anomalias, agora e para agravar ainda mais a situação financeira deste reformados o governo de Portugal, já os reconhece como funcionários da República e como tal vá de lhes cortar os subsídios de férias e de natal.
 
O Presidente Coutinho tem toda a razão em faver o pedido, mas como ficou provado, segundo entrevista dada, aguarda a vinda a Macau do Ministro da Economia e do Emprego, Alvaro dos Santos Pereira, uma vez mais a burocracia está provada, já que o Secretário de Estado do Orçamento, Luís Morais Sarmento e José Cesário das Comunidades portuguesas nada conseguiram revolver, mas sim  ouvir o pedido de Pereira Coutinho.
 
Sempre os ex-funcionários do governo de Macau foram desprezados, aos contrário do que acontecia com os funcionários vindos de Portugal em comissão de serviço e isso nos revolta.
 
Se o governo português acha que os aposentados de Macau são um fardo para a CGA e para Orçamento português, que devolvam o dinheiro desses aposetados e passem como deveria ser a serem pagos pelo FUNDO DE PENSÕES DE MACAU.
 
Assim sim seria feita justiça e deixavam os aposnetados de Macau que recebem, por favor, pela CGA, deixarem de ter dores de cabeça e evitarem toda a burocracia a que estão sujeitos.
 
 
 
 
Muito mais haveria para constestar, já as leis portuguesas que benificiaram muitos de seus funcionários, não foram extensivas a Macau, como que se em Macau não houvessem funcionários portugueses trabalhando para o governo de Macau.
 
 
ASSESSORES DO GOVERNO PODEM RECEBER SUBSÍDIO DE NATAL 
 
Governo garantiu várias vezes que não pagava, mas pagou. E pela mesma lógica pagará os dois subsídios. Quem recebeu o pagamento das férias em 2012 também poderá vir a receber subsídio de Natal. Ao contrário dos funcionários públicos.
 
 
 
 
 

segunda-feira, agosto 27

O NOSSO ORGULHO







ALMOÇO DE SÁBADO


Após a visita à Casa de Chá, à Exposição de Orquídeas de Outono e de ter apreciado as Pincelas Esvoaçantes, foi tempo de ir até ao   Café de Coral, onde mandei vir este delicioso prato, galinha à moda de Hai Nam, estava uma delícia.
 
 
 
Este prato bem diferente do original, componha-se de galinha, pepino, gengibre, coentros e fatias de carne de porco, zona do pescoço.



Hainanese arroz de frango é um prato de origem chinesa, e é mais comumente associado com Hainanese, de Singapura e da Malásia cozinhas, embora também seja comumente vendido na Tailândia. Ele é baseado no prato bem conhecido chamado Hainanese Wenchang frango (文昌鸡), devido a suas raízes na cozinha Hainan e sua adoção pela população no exterior Hainanese chinesa na área de Nanyang (atual sudeste da Ásia). Frango Hainanese também aparece como uma especialidade em cozinha vietnamita



Hainanese arroz de frango é um prato comum na Tailândia, onde é chamado khao homem kai (tailandês: ข้าวมัน ไก่), que significa literalmente 'frango arroz oleada ". As galinhas utilizados na Tailândia para este prato são galinhas do campo resultando em um prato mais magro e mais saborosa, mas galinhas cada vez mais carne de fazendas de aves de grande porte estão sendo usados. Khao homem kai é servido com uma guarnição de pepinos e às vezes com sangue do frango, taofu e coentros frescos, juntamente com uma tigela de caldo de galinha claro. O molho que acompanha este prato é feito com tauchu (também conhecido como pasta de soja amarelo), molho de soja grossa, pimenta, gengibre, alho e vinagre. 
 
 
 
Esta refeição não foi servida do Café de Coral, mas sim num restaurante coreano em Bangkok

domingo, agosto 26

PINCELADAS ESVOAÇANTES


O articulista após ter visitado a Casa Cultural de Chá de Macau e a Exposição de Orquídeas de Outono, foi visitar a obra artística do famoso calígrafo Ho Loi Seng em exposição no salão principal do Jardim Lou Lim Ioc.
 

Ho Loi Seng é natrural de Macau e tem um grande amor pela arte da caligrafia, pintura e gravura de carimbos.



Escrita Cursiva - significando LONGEVIDADE
 
O famoso calígrafo e escritor da Disnatia Han Orietal, Cai Yong, fala na sua obra , Bi Lun (Teoria do uso do pincel), em "pinceladas esvoaçantes". Este termo serve para descrever o movimento de voo livre e o espírito de escrita da caligrafia, Os artistas fazem uso de pontos e linhas e utilizam as técnicas do uso do pincel, tais como os traços leves e pesados, as pausas e transições, a ideia de rapidez e lentidão, para criar um trabalho de caligrafia elegante.
 
Diz o estudioso dos tempos modernos, Lu Xun, que "a caligrafia não é poesia, mas tem o encanto da poesia; não é pintura mas tem a beleza da pintura; não é dança, mas tem o ritmo da dança." Isto explica que a caligrafia realce o encanto, a elegância e o ritmo e dê mais vitalidade aos caracteres chineses.
 
 
Extratos de inscrições em pedras com formato de tambor
 
 
Escrita cursiva -  SUTRA DO CORAÇÃO
 
 

O articulsta junto de uma mescrita pradão que diz: PÁSSAROS A CANTAREM NO RIACHO DA PRIMAVERA, de Wang Wei.


Prefácio para o banquete de noite de Primavera no Jardim de Flor de pessegueiro e de Pereira de Li Bai


EM VISITA A LUI YI EM XING CHANG LI COM PEI DI NA PRIMAVERA, MAS SENTIMOS A FALTA DELE - obra de Wang Wei.
 
 


 
CANTO NUMA NOITE CLARA - obra de Sao Yong


Os três enormes salões apresentavam imensas obras de caligrafia, que o articulista e sua esposa percorreram e foram tentando ler e saber o seu significado.

Mais uma manhã de cultura nos foi proporcionada. O articulista está sempre atento a todos os eventos que se realizam no Jardim Lou Lim Ioc e lá vai assiduamente.


EXPOSIÇÃO DE ORQUIDEAS DO OUTONO





O Royal Flora Ratchaphruek foi um festival de flores que decorreu entre 1 de novembro de 2006 a 31 de janeiro de 2007, na cidade tailandesa de Chiang Mai, a qual foi visitada por 3 781 624 visitantes, entre eles o articulista sua esposa, sogra e uma sobrinha. Foi uma das grandes celebrações em honra de Sua magestade o Rei Bhumibol.

                                                       http://youtu.be/StAR5vG56po

 
 The Royal Flora Ratchaphruek foi um festival de flores que se realizou de 1 de Novembro de 2006, a 31 de Janeiro de 2007, na cidade tailandesa de Chiang Mai, que atraiu 3.781.624 visitantes. Foi uma das grandes celebrações sendo organizada pelo Governo Real da Tailândia em homenagem ao rei Bhumibol, o monarca reinante á mais tempo no mundo.


O Ratchaphruek (Cassia fistula L.) ou Golden Shower Tree é a flor nacional da Tailândia. É também chamado "Khun" ou "Chaiyaphruek". A razão que o Ratchaphruek foi usado para simbolizar a nação está na cor: suas flores amarelas coincidir com o amarelo do budismo, além disso, o povo tailandês em amarelo como a cor do rei também. Além disso, todas árvores florescem ao mesmo tempo, esta unidade na floração é sentida de modo a reflectir a unidade ea identidade da Thais.

O evento abrengeu 80 hectares de terra no Royal Agricultural Research Center, em Mae Hia sub-distrito, Mueang distrito, província de Chiang Mai no Norte da Tailândia.



O articulista lá esteve presente, ficou hospedado no Express Hotel nos dias 23 a 26 de dezembro, tendo  visitado todo o enorme e riquissimo local, que tinha exposto 2,5 milhões de árvores e 2 mil e 200 espécies de plantas e flores tropicais, tendo participado nesta Expo Floral, mais de 30 países, cada um com seu pavilhão ricamente engalanado, Portugal não se fez representar.


                                           Trabalho floral apresentado pela Belgica
 

 
O articulista durante os três que esteve em Chiang Mai teve oportunidade de visitar toda a Expo e tirou centenas de fotos.



                O articulista acompanhado por jovens de vários tribos do nore ta Tailândia

 
 
  Na Esposição de Orquídeas de Outono expostas no jardim Lou Lim Ioc, pensava o articulista ir encontrar uma exposição com muitiplas variedades de espécies de orquideas, mas tal não aconteceu, mas estava bonito e bem composto o local.





VANDA uma das orquideas que o articulista mais gosta bem como a CATALYA, nomes que deu a suas filhas, a mais velha é uma ROSA, são todas umas flores.....











O articulista gostou de ver esta sempre belas orquideas, mas com pena ficou de estar expostas somente algumas especieis, bem ao contrário da Explo Foral em Chiang Mai onde estavam patentes centenas de variedades de orquideas, uma delas bem especial, em tipo de âncora, foto essa que o articulista postou num dos seus artigos e a Picasa retirou.

sábado, agosto 25

SÁBADO CULTURAL


Embora estive-se içdo o sinal 1 de tempestades tropicais o dia estava lindo e convidando a um passeio, como o articulista ontem referiu, hoje sábado, iria visitar a exposição de orquídeas de outono que se encontram expostas no jardim Lou Lim Ioc, e se assim o pensou assim o fez.


Porém, ao sair do autocarro na Avenida Conselheiro Ferreira de Almeida, vendo o Casa Cultural de Chá de Macau aberta, resolveu entrar e ficar a conhecer mais este belo espaço, que se encontra integrado com o mais belo jardim de Macau o Lou Lim Ioc.
 
 
 
Historicamente, a origem do chá como erva medicinal útil para se manter desperto não é clara. O uso do chá, enquanto bebida social data, pelo menos, da época da dinastia Tang.
 
Os primeiros europeus a contactar com o chá foram os portugueses que chegaram ao Japão em 1543.

 
 
O chá teve maior difusão na Europa a partir do séc. XVII, quando os Portugueses e Holandeses desenvolveram o comércio de produtos vindos do Oriente.

Por onde passaram os portugueses, encontram-se vestígios da sua estada, o que veio a acontecer na Inglaterra no século XVII, aquando do matrimónio do rei Carlos II com a princesa Catarina de Bragança, em1662. Para a concretização dessa aliança, foi assinado um contrato que cedeu à Inglaterra Tânger e Bombaim, como também a autorização de navegar no ultramar português. Foi o começo da expansão do império britânico por todo o mundo.

Além deste dote, Catarina de Bragança trouxe consigo uma arca de chá da China que naquela altura valia uma fortuna. O chá era parte essencial dos costumes da corte portuguesa, e a futura rainha de Inglaterra, tendo uma grande admiração por esta bebida, imediatamente a introduziu na corte inglesa.

O consumo de chá e a cerimónia à sua volta passaram a ser costumes que mais identificariam o povo inglês, o que levaria Afonso Lopes Vieira (Leiria 1878-Lisboa 1946) a escrever:


Se um inglês ao passar me olhar com desdém,


Num sorriso de dó eu pensarei:- Pois bem!
Se tens agora o mar e a tua esquadra ingente,
Fui eu que te ensinei a nadar, simplesmente.
Se nas índias flutua essa bandeira inglesa,
Fui eu que t´as cedi num dote de princesa.
E para te ensinar a ser correcto já,
Coloquei-te na mão a xícara de chá.


Ao primeiro chá que foi introduzido na Inglaterra deu-se o nome de Gunpowder, por ter a forma de balas de pólvora para as armas daquela altura. Por cada 500 gramas (uma libra), pagavam-se na altura 16-60 Schillings o que era inacessível para um salário normal de trabalhador e até aos finais do século XVIII, o chá era uma bebida que só se encontrava no seio aristocrático inglês.

Com o aparecimento dos veleiros rápidos, os clippers, o preço do chá tornou-se mais acessível, aumentando assim o seu interesse e consumo. No ano 1701 registou-se um consumo de 67.000 libras, aumentando para 15 milhões de libras em1791. Em 1901 registou-se um consumo de 258 milhões de libras.

Dum dote vindo de Portugal, revolucionou-se com o chá a cultura inglesa.

Ana Maria Ströbele

 
 O chá era bebido em cafés e seu consumo foi crescendo desde o final do século XVII, sendo que era bebido a qualquer hora do dia até o início do século XIX, quando a tradição chá da tarde ("five o'clock tea") foi instituída pela sétima Duquesa de Bedford em Londres.
 
 
Nas calmas, visto ser ainda muito cedo, o articulista e sua esposa precorreram todo o belo espaço ficando a saber a história do uso do chá em Macau e igualmente conhecer os hábitos antigos do povo de Macau no que respeita ao rito e cerimonial de beber esta tradicional bebida.
 
 
 
                                                   Variedades de tipo de chá


Com a expansão do comércio do chá, a bebida tornou-se cada vez mais popular na Europa, dando origem a uma variedade de pinturas temáticas. Muitas delas eram obras de pintores estrangeiros e outras fruto da colaboração entre pintores ocidentais e pintores chineses. Em regra eram exportadas para venda ou vendidas nos diversos portos abertos da China, sobretudo a comeriantes estrangeiros. Sendo um produto de exportação da maior importância, o chá tornou-se um tema favorito das "pinturas de exportação". Naquele tempo, as "pinturas de exportação" eram geralmente feitas sobre papel de arroz. Na medida em que este tipo de papel para a ter dimensões reduzidas, em regra 30 x 20 cm, e se torna quebradiço com o tempo, apenas servia para desenhar temas e imagens simples.
 
No século XIX, as "pinturas de exportação" eram largamente usadas em papel de arroz. O papel de arroz rasga-se com facilidade e, medindo apenas 30 x 20 cm, não era , por isso, adequado a padrões ou temas complicados.
 
Algumas dessas pinturas podem ser vistas na Casa Cultural de Chá de Macau e que abaixo se representam.


















                                          

Beber chá é tido como um evento social. O chá também pode ser bebido durante o dia e principalmente pela manhã, a fim de aumentar o estado de alerta, já que contem teofilina e cafeína.
 
Na China, no mínimo a partir da Dinastia Song, ano de 960 a 1279, o chá foi objeto de festas de degustação e de grande estudo, comparável ao que se faz hoje com o vinho. Assim como a enologia hoje em dia, o recipiente próprio para se beber é importante; o chá branco era bebido em uma tigela escura onde as folhas de chá e a água quente eram misturados com um batedor.
 
O melhor destas tigelas, cobertas com um verniz especial à base de casca de tartaruga, pintadas com pincel de pelo de lebre são muito valiosas hoje em dia. Os rituais e a tradicional cerâmica escura foram adotadas no Japão, no início do século XII, e gerou a cerimônia do chá japonesa, que tomou sua forma final no século XVI.
 
 
 
 
 
 
O chá é tradicionalmente classificado em quatro grupos principais baseados no grau de oxidação:

  • Chá branco: folhas jovens (novos botões que cresceram) que não sofreram efeitos de oxidação; os botões podem estar escudados da luz do sol para prevenir a formação de clorofila.
  • Chá verde: a oxidação é parada pela aplicação de calor, que através de vapor, um método tradicional japonês, ou em bandejas quentes — o método tradicional chinês).
  • Oolong (烏龍茶): cuja oxidação é parada algures entre o chá verde e o chá preto.
  • Chá preto: oxidação substancial. A tradução literal da palavra chinesa é chá vermelho, o que pode ser usado entre os fãs de chá.
Variações pouco comuns: estão disponíveis várias preparações de chá que não se enquadram na nomenclatura usual.
    • Pu-erh (普洱茶): erroneamente considerado como uma subclasse de chá preto, pu-erh é um produto muito invulgar. O Pu-erh é um chá fermentado e envelhecido (pode ter mais de 50 anos), por vezes, descrito como duplamente fermentado, sendo a segunda "fermentação" resultado da ação de bactérias. Existe um método moderno de acelerar o envelhecimento natural que produz pu-erh de menor qualidade, chamado pu-erh cozinhado, que é vendido frequentemente em saquinhos. O pu-erh tradicional é conservado em forma de "tijolo" ou outras formas (as folhas de chá depois de tratadas são prensadas em moldes). Este é o mais apreciado de todos os chás na China, sendo catalogado em função da qualidade das folhas e do ano de produção, tal como um bom vinho no ocidente, e é o chá normalmente utilizado para a cerimônia de chá chinesa (Kung Fu Cha). Para preparar a infusão usa-se água muito quente ou até mesmo a ferver (os tibetanos são conhecidos por deixá-los a ferver durante a noite). O Pu-erh é considerado como um chá medicinal na China.
    • Chá amarelo: é usado como um nome de chá de alta qualidade servido na corte imperial, ou de um chá especial processado similarmente ao chá verde, mas com uma fase de secagem mais demorada.
    • Chong Cha (虫茶): literalmente "chá quente", esta espécie é feita a partir de sementes de botões de chá em vez de folhas. É usado na medicina chinesa para lidar com o calor do verão bem como para tratar sintomas de gripe.
    • Kukicha ou chá de inverno: feita de galhos e folhas velhas podadas da planta de chá durante a época dormente e tostado a seco sob o fogo. É popular na medicina tradicional japonesa e na dieta macrobiótica.
    • Lapsang souchong (正山小种 ou 烟小种) de Fujian, China, é um chá preto fumado, isto é, secado usando fogueiras de pinho.
    • Chá Rize: chá preto forte, produzido na Turquia, com um sabor distinto e preparação específica, incluindo pré-aquecimento, servido com açúcar.

 
 
 
Terminava assim esta visita à Casa Cultural de Chá de Macau, enriquecendo ainda mais a cultura do articulista, que bem jovem começou a lidar e a comercializar chás, e muito tem aprendido com seus amigos chineses.
 
 
 
COPOS DE CHÁ
 
 
 
 
 
O primeiro copo umedece meus lábios e garganta,
A segunda taça quebra minha solidão,
A terceira xícara procura minha entranha estéril
mas para encontrar neles alguma cinco mil
volumes de ideogramas ímpares.
O quarto copo levanta uma ligeira transpiração, -
Todo o mal da vida passa pela minha
pores.
Na quinta taça Eu sou purificado; [...]
 
 
Poema de Lo Tung - disnatia Tang